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Acompanhamento terapêutico: Buscando a inclusão social

Psic. Fernanda Grendene

O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma modalidade de atendimento relativamente nova.
Seu inicio no Brasil deu-se com o movimento da reforma anti-psiquiátrica na década de setenta. A partir do fechamento de muitos hospitais e comunidades terapêuticas os agentes psiquiátricos foram dos muros dos hospitais, o que caracterizou, de certa forma, a continuidade de seus tratamentos.
Constituiu-se assim uma nova forma de intervenção terapêutica.
O AT está atrelado, desde sua origem, a uma posição de não confinamento, de busca de alternativas para sujeitos cuja existência se encontra, por motivos diversos, marcada duramente por alguma forma de clausura. Portanto, tem como principal objetivo auxiliar pessoas que apresentam dificuldades de relacionamento e convívio social, devido a comprometimentos na área emocional, doenças mentais, limitações físicas e sensoriais a descobrirem novas possibilidades de inserção social, através da ampliação de seu relacionamento interpessoal e sua área de circulação.
É importante salientar que o AT não é somente uma companhia para a pessoa doente e sim um profissional que busca uma ação, uma intervenção junto ao sujeito para que esse possa se desenvolver dentro de suas possibilidades e melhorar sua qualidade de vida. O encontro do AT com seu paciente é marcado por uma ação que possa promover algum tipo de movimento, de abertura e de contato com o mundo externo. Essa abertura pode se dar a partir do que o sujeito queira fazer um passeio, ou aquilo que esteja precisando fazer como ir ao médico, pagar uma conta, ir ao banco etc. Além disso, o AT pode intervir no contexto familiar, onde o sujeito vive buscando sempre alternativas que auxiliem na promoção da saúde mental.

 


Publicado em 25.11.2013