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Psicoterapia Pais-bebê: uma abordagem preventiva.

Psicóloga Fabíola B. Zaffari

A Psicoterapia pais-bebê (0 aos 3 anos) é uma abordagem que vem sendo recentemente utilizada no tratamento dos distúrbios nas relações iniciais pais-bebê.

As primeiras relações do bebê com seu ambiente já se iniciam durante a gestação através das expectativas parentais sobre o bebê e das interações estabelecidas com ele.

Depois do nascimento, os pais seguem “depositando” no bebê suas fantasias e expectativas, as quais ele responderá de acordo com suas características, formando um padrão de relação entre pais e bebê.

Assim diversos autores, como Winnicott, Bion, Brazelton, defendem que essas primeiras relações são fundamentais para a estruturação da personalidade, enfatizam que o desenvolvimento psíquico ocorre a partir das experiências vividas nos primeiros três anos da vida do bebe.

A intervenção precoce na relação pais-bebê é um campo de trabalho muito especial, devido ao sentimento impactante que causa poder examinar as relações entre um bebê e seu ambiente familiar imediato, em especial sua mãe e seu pai, no momento em que as vivencias estão ocorrendo e não depois, como é comum que façamos em nossa profissão.

Quando realizamos uma intervenção psicoterápica sobre a tríade pai, mãe, bebê, estamos efetivando uma modificação que vai proporcionar benefícios contínuos, daí para a frente, na medida em que a interação disfuncional seja “corrigida”.

Desta forma, a psicoterapia pais-bebê pode ser uma alternativa para o alivio dos sintomas do bebê, nos pais e nas relações entre os membros da família.

Esta abordagem é indicada para bebês de 0 a 3 anos que apresentam dificuldades como: irritabilidade, choro excessivo, dificuldades na alimentação, dificuldades no sono, apatia, dificuldades de adaptação na escola, atraso na linguagem entre outros.

O objetivo da psicoterapia pais-bebês é auxiliar a família a construir um contexto favorável para o bom desenvolvimento do bebê, procurando melhorar as relações familiares, tanto pais-bebê, como entre o casal e suas famílias de origem.

Por se tratar de uma intervenção realizada nos momentos iniciais da vida do bebê e da criança pequena esta abordagem possui um importante potencial preventivo e de promoção da saúde.

 

 

 


Publicado em 17.11.2015